Para o geólogo Cláudio Palmeiro do Amaral, coordenador do simpósio Processos geológicos perigosos, riscos, desastres naturais e ambientais, é marcante, na última década, o aumento em todo o mundo dos prejuízos associados direta e indiretamente aos desastres naturais. "Mesmo a década de 90 tendo sido a 'Década para Redução dos Desastres Naturais', programa instituído pela Assembléia Geral da ONU em 1989, pouco se avançou em relação ao aproveitamento do conhecimento geocientífico na gestão dos desastres", explica.
Assim, é evidente a carência de uma preocupação efetiva sobre o assunto, bem como de programas que incentivem o conhecimento do meio físico para minimizar riscos e ampliar a segurança da humanidade. "Acredito que o 44º CBG se insere neste contexto, pois tem como proposta divulgar e discutir iniciativas no sentido de ampliar perspectivas de enfrentamento do grave e complexo cenário que se apresenta, principalmente nas grandes e médias cidades", diz Amaral, que é professor da UERJ e da PUC-Rio e desenvolve projetos voltados à aplicação do conhecimento científico na solução de desastres naturais.
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